Como calcular o custo de um projeto de arquitetura

O cálculo para orçamentos de serviços de projeto representa um desafio. Afinal, antes do início do projeto, muitas vezes, não conseguimos avaliar todas as dificuldades que possam vir a existir durante o processo da elaboração e produção da idéia e seus desenhos. No entanto, é necessário que o arquiteto apresente um valor que não venha a lhe trazer prejuízos e, ao mesmo tempo, possibilite que o cliente assine o contrato.


Quando falamos de construções que serão feitas a partir de um terreno vazio, é prática comum no mercado, apresentar o valor por m2. Neste formato, temos a vantagem de conseguir adaptar o orçamento caso o cliente aumente a área que inicialmente havia solicitado. É bastante usual o cliente errar na metragem de construção pretendida. Já vi casos em que clientes solicitavam por uma casa de 550m2 e, a mesma, acabou por ser concluída com 930m2 e isto implica num volume maior de desenhos e detalhes. O valor por m2 para projetos de construção variam entre R$75,00 (áreas entre 100 e 200m2) e R$65,00 (para áreas maiores que 500m2) quanto maior a área total do projeto, menor será o custo por m2.


No entanto, quando falamos de reformas ou projetos de interiores, a aplicação de custo por m2 não tem tanta relevância porque a metragem é claramente definida desde o início dos serviços. Neste caso, o ideal seria pensar mais sobre a porcentagem com relação ao custo final da obra que é um método apontado pelas entidades de classe como IAB. Para tanto, o profissional já deve ter conhecimento e experiência para supor o valor da obra através da visita ao local e o diálogo sobre as expectativas do cliente. Projetos de grande escala (empreendimentos, indústrias, etc...) tem uma porcentagem de 2,5% a 4% do valor total da obra para o orçamento do arquiteto. Já, projetos de pequena e média escala tem uma porcentagem de 7% a 12%. Nada mais justo, considerando que, para garantir a eficiência de alguns espaços pequenos, os arquitetos precisam desenhar, às vezes, muitos detalhes.


Além destes dois métodos, é fundamental que o escritório busque sempre um registro de custos internos para os projetos que já estão em andamento. Estes custos devem contemplar a hora de trabalho técnico dos arquitetos, estagiários e também os custos como aluguel , equipamentos e outros. A análise de orçamentos previamente realizados e o constante registro de custos para a elaboração de projetos vai auxiliar o arquiteto a aprimorar a elaboração de seus orçamentos, bem como o controle administrativo geral.


Este último método é interessante porque leva em consideração os métodos de trabalho de cada escritório. Existem escritórios que elaboram maior número de detalhes e desenhos, enquanto outros podem apresentar projetos de forma mais simplificada. O correto é entender o próprio escritório: qual o perfil de seu cliente e a complexidade do trabalho que é desenvolvido.


Além destes métodos, os orçamentos de arquitetura também podem apresentar valores, à parte, para realizar visitas técnicas à obra. Estas visitas podem ser cobradas num valor mensal, para uma frequência pré estipulada de uma a três vezes por semana, ou, podem ser cobradas individualmente por valor unitário.


Na verdade, o ideal para elaborar o orçamento é fazer uma combinação entre os diferentes métodos acima. Aliado a isto, devemos considerar também os valores praticados no mercado. Não existe uma fórmula precisa mas, considerando os diferentes métodos acima, podemos chegar perto do ideal.

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